Como será que funcionam de fato todas essas tecnologias do ensino híbrido? O Bit Magazine testou vários equipamentos no último dia internacional da educação, na quinta-feira passada (28) no laboratório de realidade virtual da +A Educação em Porto Alegre.
As tecnologias da educação híbrida são realmente revolucionárias?
O Bit Magazine teve a oportunidade de experimentar diversas vertentes da educação híbrida: plataforma de aulas e modelos 3D diretamente no computador, a realidade aumentada com o auxílio de tablet e uma imersão em laboratório de realidade virtual com óculos próprios.
A primeira impressão ao entrar no laboratório não chamou tanto a atenção, mesmo com a iluminação ambiente e exposições, poderia ser simplesmente mais uma abordagem teórica sobre o conceito.
Eu estava enganado, ali todos deveriam experimentar as várias versões da plataforma Sagah — criação da +A Educação para oferta de soluções para o ensino híbrido.
A plataforma direto do computador
Esse foi o primeiro teste que fiz, ao primeiro olhar identifiquei uma plataforma robusta, com inúmeros filtros para pesquisar.
Um detalhe que seria muito útil para o ensino médio e superiores é a possibilidade de simulação de laboratórios virtuais, mesmo estando com teclado e mouse diante do computador.
O ambiente pode ser ativado pelo mouse, deslocando-se dentro de um laboratório completo, desde a bancada para escolha dos instrumentos que serão utilizados até a escolha dos materiais: pipetas, lâminas, microscópio, fonte de calor, etc.
Com essa ferramenta, os alunos poderiam repetir todos os experimentos do laboratório de química, individualmente. Detalhe: quantas vezes fossem necessárias em momentos fora da aula. Teriam sua percepção e conhecimento dos efeitos sem a necessidade de gastar “material físico”.
A realidade aumentada no laboratório de realidade virtual
Na experiência com realidade aumentada, fomos indicados a utilizar um tablet como ferramenta. O experimento foi mais focado nas interações para o curso de medicina. Selecionei um órgão, no caso o coração, por ser um dos nossos principais.
Ao abrir, ficou disponível de forma translúcida em meu tablet, escolhi uma posição na sala e “fixei” o ponto onde o órgão ficaria.
Após a fixação, ampliei e comecei a observar todo o coração, girando em seu entorno para múltiplos ângulos.
O surpreendente foi ao investigar a parte interna do órgão em funcionamento, selecionei a opção de batimentos ativos e fui aproximando o tablet do órgão em realidade aumentada.
Para minha surpresa, em um determinado momento “rompi” a barreira externa do coração e já me encontrava no órgão.
Usando o tablet visualizei todo o funcionamento interno, inclusive as válvulas ativadas no processo de batimento cardíaco, realmente impressionante.
Usando óculos de realidade virtual
Esse foi o último passo, chamado como “máxima experiência” pelos criadores da plataforma.
Primeiro, fiz uma viagem em 360 graus por dentro da usina de Itaipu, conhecendo os “motores” que transformam a energia hídrica em elétrica, em seus mínimos detalhes.
A minha frente estava todo o esquema com as linhas do projeto em 3D, junto a experiência de estar em seu local real na usina.
Quando passei para a experiência do curso de medicina, foi basicamente uma ampliação da interatividade com os órgãos, por ferramentas do software e joysticks. Segurei pedaços, retirando-os de posição e dando zoom, como se estivesse em um laboratório de anatomia.
Porém, os órgãos continuavam com seu aspecto “fresco”, como se acabassem de sair de um corpo.
Como resultado de toda a minha experiência prática com a ferramenta, cheguei a conclusão que a tecnologia de realidade virtual e todas as envolvidas em um modelo de educação híbrida só tem a colaborar com o aprendizado dos alunos.
É verdade, se tivesse 18 anos mais uma vez, chegaria a repensar os cursos que poderia ter feito ou me dedicado muito mais aos estudos básicos. Teria sido mais interessante ingressar nesse metaverso do que assistir às aulas “clássicas”.
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