O Windows Phone tentou entrar na briga para ser o terceiro grande nome do mercado, mas vários obstáculos pelo caminho acabaram atrapalhando sua subida. Confira!
A queda do Windows Phone
O Windows Phone apareceu em 2010 com a ambição de competir com o Android e o iOS. A princípio, a Microsoft não economizou esforços (nem dinheiro) no desenvolvimento do sistema, lançando atualizações frequentes e até adquirindo a divisão mobile da Nokia, sua maior parceira na época, por US$ 7,2 bilhões.
Inicialmente, o sistema tinha tudo para ser um sucesso: oferecia uma interface atraente e customizável, rodava de maneira fluida até em aparelhos mais simples com 512 MB de RAM (o que já era pouco para a época) e proporcionava uma excelente integração com os serviços populares da Microsoft.
Durante sua trajetória, o celular Windows conquistou uma base fiel de usuários, especialmente no Brasil. Até hoje, muitos ex-usuários sentem um gostinho de saudade do sistema — alguns até guardam um Lumia funcionando em alguma gaveta por aí.
Mesmo que o crescimento do sistema tenha sido relativamente rápido, embora não muito expressivo, sua queda foi ainda mais veloz. Nem o peso da marca Nokia conseguiu evitar o fim do Windows Phone.
Mas como um sistema de uma gigante da tecnologia, que dominava o mercado de PCs e tinha recursos de sobra, acabou não emplacando no mundo mobile?
É isso que veremos a seguir!
Como nasceu o Windows Phone?
Durante a criação do Windows Phone, a Microsoft tinha a intenção de investir na retrocompatibilidade para que os aplicativos do Windows Mobile pudessem ser aproveitados.
No entanto, como o sistema foi desenvolvido de forma relativamente rápida, essa ideia acabou ficando de fora na primeira versão. Em compensação, o celular trouxe novos recursos e uma interface totalmente renovada e única.
Nesse contexto, o Windows Phone 7 Series chamou a atenção do público principalmente pela interface Metro, que introduziu as famosas Live Tiles.
Esses pequenos quadrados ou retângulos coloridos eram interativos, exibiam informações atualizadas e podiam ser personalizados de acordo com as preferências do usuário, o que trouxe um visual único e inovador para a época.
Contudo, logo após o lançamento oficial, a Microsoft decidiu remover o termo “Series” do nome, em resposta a várias críticas que surgiram. Eita!
Como era o celular Windows?
Os primeiros aparelhos a rodar o Windows Phone 7 foram o Samsung Omnia 7, o LG Optimus 7, e os HTC 7 Trophy, Mozart e HD7, além do Dell Venue Pro. Eles chegaram ao mercado em outubro de 2010.
Nesse contexto, a primeira versão do Windows Phone veio com algumas funcionalidades interessantes, mas o sistema ainda estava longe de ser ideal e precisava de muitas melhorias para realmente competir com os gigantes do mercado.
Por que Windows não deu certo?
Em 2017, a jornada do Windows Phone e do Windows 10 Mobile chegou ao fim como os conhecíamos. Isso nos leva a refletir sobre o que deu errado ao longo do caminho.
Por isso, elencamos abaixo os motivos que levaram o sistema à decadência!
Falta de suporte
Na trajetória do Windows Phone, dois momentos críticos marcaram a experiência dos usuários. O primeiro foi durante a transição do Windows Phone 7 para o WP 8, quando a Microsoft decidiu que nenhum dispositivo com a versão 7 receberia a atualização, devido à mudança de plataforma e à incompatibilidade com a tecnologia anterior.
O segundo golpe veio com a geração do Windows 10 Mobile. A empresa prometeu que todos os dispositivos rodando o Windows Phone 8.1 seriam atualizados para o novo sistema, mas, na prática, apenas uma pequena parte dos modelos acabou recebendo o upgrade.
Falta de aplicativos
Inicialmente, a Microsoft fez várias tentativas para romper esse ciclo. Investiu em pagar para que empresas desenvolvessem aplicativos, tentou criar os próprios apps quando as empresas não o faziam.
Além disso, buscou integrar o sistema com o desktop para oferecer um ecossistema mais coeso e atraente para desenvolvimento e distribuição. No entanto, nada disso funcionou. Os aplicativos não chegaram e, sem eles, o público também não veio.
Poucos celulares tinham Windows Phone
A Microsoft estava confiante de que o modelo de negócios que deu certo nos PCs também funcionaria nos smartphones. A ideia era simples: criar um sistema operacional e licenciá-lo para os fabricantes.
Se isso funcionava nos computadores, por que não funcionaria no mercado móvel?
O problema, porém, tinha nome: Android. O sistema operacional do Google oferecia a mesma proposta, mas de graça. Embora houvesse algumas condições, como a exigência de pré-instalar os aplicativos do Google para ter acesso à Play Store, essa estratégia acabou sendo muito mais atraente para os fabricantes.
Concorrência
Enfim, o iPhone é uma marca adorada em todo o mundo. Todos os anos, fãs formam filas na frente das lojas da Apple para garantir a nova versão do aparelho.
Por outro lado, o Android pode não ter um dispositivo específico tão amado quanto o iPhone, mas o sistema em si conquistou uma legião de fãs fiéis.
Esse grupo vê no Android uma alternativa ao ecossistema fechado da Apple, valorizando a liberdade e a personalização que o sistema oferece.
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